
(acima, Kabáh)
(abaixo, Cópan)


A civilização Maia, quando sofreu a invasão espanhola, já estava em decadência por diversos motivos discutidos entre historiadores. Um dos problemas que levou a degradação das cidades Maias é a agricultura. Com modo de produção tributário, era necessário retirar da terra o alimento para o sustento , tendo em vista que o solo da planície do Yucatan era pobre foi necessário aplicar uma rotatividade de plantios, para possibilitar o descanso da terra. O problema que aí encontramos foi o grande crescimento populacional. A exigência de novas terras para cultivar, no Novo Império, provocou a crise do sistema e a guerra, como forma de estender o controle das cidades sobre um território maior. Com isso, a civilização Maia entrou em decadência.
Segundo alguns houve outros fatos que só pioraram a situação da população além das guerras como terremotos e pestes, mas estes fatos usados para explicar a decadência giram em torno do aqui demonstrado: a falta de terras para o cultivo. Assim a dominação espanhola foi facilitada pela decadência das cidades Maias, que já estavam abaladas.
Os deuses eram relacionados com os fenômenos da natureza, como chuva, trovão, sol etc. A figura mais importante é Itzamná, deus criador, senhor do fogo e do coração. Representa a morte e o renascimento da vida na natureza. Itzamná é vinculado ao deus Sol, Kinich Ahau, e à deusa Lua, Ixchel, representada como uma velha mulher demoníaca. Segundo esta idéia, haveria quatro Itzamnás, correspondentes às quatro direções do Universo. A semelhança e os contatosentre a cultura maia e a asteca explicam a aparição entre os maias da Serpente Emplumada (Quetzalcoatl), que recebe o nome de Kukulcan em Yucatán e de Gucumatz nas terras altas da Guatemala.
(acima, Templo dos guerreiros)
A arte maia se expressa, sobretudo, na arquitetura e na escultura. Suas construções eram feitas com elegantes esculturas, estuques e relevos. Podemos contemplar sua pintura nos grandes murais coloridos dos palácios. Utilizavam várias cores. As cenas tinham motivos religiosos ou históricos. Também realizavam representações teatrais em que participavam homens e mulheres com máscaras, representando animais.
O império maia teve uma organização estatal e social bem-definida, nas quais se diferenciavam classes sociais e profissões. Foi essa mesma organização que os astecas adaptaram ao chegar ao vale do México. Essa rígida organização era dividida em três classes às quais o indivíduo pertencia desde o nascimento. Os nobres eram considerados pelos espanhóis como caciques, na verdade eram chefes guerreiros que executam a administração pública; os sacerdotes eram responsáveis pelos procedimentos religiosos, como cultos, oferendas, sacrifícios; o povo corresponde à parcela maior da população, eram basicamente trabalhadores e camponeses que se dedicavam a agricultura e ao artesanato; os escravos existiam em pequeno número, geralmente eram prisioneiros de guerra ou algum infrator.
