segunda-feira, 24 de março de 2008

Os maias, na verdade nunca chegaram a constituir um Império: cada cidade, com suas respectivas aldeias, formava um estado independente: Palenque, Cópan, Tikal e outras.












(acima, Kabáh)




(abaixo, Cópan)

A pirâmide de Kukulcan


Durante mais de 2 mil anos, os maias utilizaram, em suas construções, variados materiais e técnicas. As grandes plataformas eram feitas de pedras. As paredes, de terra batida e, depois, revestidas por pedra talhada ou argamassa. Os tetos tinham forma de falsa abóbada. Os exteriores de palácios e pirâmides apresentavam esculturas em suas decorações.

O conhecimento avançado do templo e espaço culminou na construção da pirâmide de Kukulcan, nome da divindade suprema dos maias. Kukulcan é na verdade um calendário tridimensional. "A pirâmide de Kukulcan é um zigurate de pedra de quatro lados que na verdade é um calendário. Somando os 91 degraus de cada lado mais a sua plataforma, o total é 365 dias, como os dias do ano. O incrível é que os maias ergueram a pirâmide de modo que no equinócio o sol atinja a face norte criando a sombra de um serpente gigante.

Calendário


Os maias criaram o calendário mais sofisticado já concebido por uma civilização. Na verdade são 3 calendários em 1. O primeiro e mais conhecido é o calendário Solar, conhecido como Haab. Tem 365 dias divididos em 18 meses e 20 dias, mas um curto período de 5 dias, considerado muito desfavorável. Seus cálculos são tão precisos que ele é 4 segundos mais preciso que o calendário usado hoje! O segundo calendário é o cerimônial de 260 dias, chamado Tolkien, que consistia em 13 números combinado em 20 dias (13*20=260). O terceiro calendário que os maias usavam para calcular o tempo é o de Conta Longa. Este sistema era central para o conceito maia de tempo. Foi através deste calendário que os maias calcularam o fim do mundo e fizeram suas outras predições.

Destruição dos Maias

A civilização Maia, quando sofreu a invasão espanhola, já estava em decadência por diversos motivos discutidos entre historiadores. Um dos problemas que levou a degradação das cidades Maias é a agricultura. Com modo de produção tributário, era necessário retirar da terra o alimento para o sustento , tendo em vista que o solo da planície do Yucatan era pobre foi necessário aplicar uma rotatividade de plantios, para possibilitar o descanso da terra. O problema que aí encontramos foi o grande crescimento populacional. A exigência de novas terras para cultivar, no Novo Império, provocou a crise do sistema e a guerra, como forma de estender o controle das cidades sobre um território maior. Com isso, a civilização Maia entrou em decadência.

Segundo alguns houve outros fatos que só pioraram a situação da população além das guerras como terremotos e pestes, mas estes fatos usados para explicar a decadência giram em torno do aqui demonstrado: a falta de terras para o cultivo. Assim a dominação espanhola foi facilitada pela decadência das cidades Maias, que já estavam abaladas.

Jornal Maia

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